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TEXTO JOAQUÍN HERNÁNDEZ | IMAGENS MAPFRE

2021 foi um ano difícil em todos os sentidos. Um ano marcado pelos estragos da covid-19, que se deixou ainda sentir em muitos países em relação a falecidos, e um ano em que a atividade econômica começa a se recuperar, mas ainda está longe dos números pré-pandemia. Neste contexto, a MAPFRE fechou o ano com um lucro de 765 milhões de euros, um número que representa 45,3% a mais que um ano antes, com um crescimento tanto das receitas (7,2%), até superar os 27,25 bilhões de euros, como dos prêmios (22,15 bilhões de euros, +8,2%), epígrafe esta última que reflete a evolução do negócio “core” do Grupo.

Vendo estes números pode-se dizer que os resultados são positivos… e são mesmo, mas o que é mais importante é que este resultado mostra uma grande resiliência do Grupo, isto é, a capacidade da empresa para adaptar-se a situações não previstas, e a covid-19 chegou e mudou tudo, e ainda nessas circunstâncias, a MAPFRE foi capaz de continuar impulsionando o crescimento do negócio.

A MAPFRE soube se adaptar com uma grande rapidez à nova realidade na qual estamos tendo que viver e fechou o ano de 2021 com todas as áreas regionais e unidades de negócio contribuindo positivamente para o resultado do Grupo. Isto demonstra que a diversificação geográfica e de negócio que vinha acontecendo há anos está dando seus resultados. E esta situação, apesar de ter tido de fazer frente aos sinistros relacionados com a covid-19, cujo custo supera os 460 milhões de euros, principalmente no ramo de Vida, que concentra mais da metade de todo esse montante.

RECEITAS

27.257,2

BILHÕES DE EUROS

+7,2 %

PRÊMIOS

22.154,6

BILHÕES DE EUROS

+8,2 %

RESULTADO LÍQUIDO

765,2

BILHÕES DE EUROS

+45,3% 

TAXA COMBINADA

97,5 % 

ROE

9 %

CAPITALIZAÇÃO NA BOLSA

5.560,1

BILHÕES DE EUROS

+13,3 %

DIVIDENDO COM CARGO A RESULTADOS 2021

14,5

CENTAVOS POR AÇÃO

Os grandes indicadores econômicos do Grupo fecham o ano em positivo. O ROE, isto é, a rentabilidade financeira, aumenta em um ano quase 3 pontos, até chegar a 9 %, o nível mais alto nos últimos sete anos. A taxa combinada, apesar de aumentar em relação ao ano anterior, continua abaixo de 100, o que significa rentabilidade das operações, e a capitalização de mercado, apesar de ainda estar longe de refletir o valor real da empresa, também aumentou, valendo a MAPFRE na bolsa mais de 5,56 bilhões de euros.

No encerramento de 2021, os prêmios da unidade de seguros aumentaram para 18,17 bilhões (+8,9 %), enquanto as da MAPFRE RE (que engloba tanto o negócio ressegurador como os grandes riscos) se situaram em 6,27 milhões (+10,3 %) e as receitas operacionais de Assistência aumentaram para 560 milhões de euros (-21,1 %).

Logicamente o ritmo de cada área geográfica e as peculiaridades dos negócios faz com que a situação avance em velocidades diferentes. Na Europa, parece que começa a conviver-se com a pandemia, o ritmo econômico se recupera e o negócio da MAPFRE reflete isso. A área regional Iberia volta a ser por mais um ano o maior contribuinte ao lucro do Grupo e a Espanha continua crescendo mais do que o faz o setor, especialmente naqueles ramos que são fundamentais para a MAPFRE, apesar de ser um mercado muito maduro e a MAPFRE a empresa de referência neste país.

O negócio ressegurador, por sua vez, volta a registrar um lucro de 118 milhões de euros, frente aos 2 milhões de euros que ganhou um ano antes… e faz isso, apesar de fazer frente a importantes sinistros como a tormenta Bernd na Europa, cujo impacto aumentou para 93 milhões de euros.

EM UM ANO DIFÍCIL EM TODOS OS SENTIDOS, MARCADO PELOS ESTRAGOS DA COVID-19, A MAPFRE FECHOU COM UM LUCRO DE 765 MILHÕES DE EUROS

TODAS AS ÁREAS REGIONAIS E UNIDADES DE NEGÓCIO CONTRIBUÍRAM POSITIVAMENTE PARA O RESULTADO DO GRUPO

A MAPFRE TEM O DESEJO E A AMBIÇÃO DE CRESCER DE FORMA SÓLIDA, COM EFICIÊNCIA E PRODUTIVIDADE

A América Latina, onde a pandemia continua impactando com força alguns países, é a região que encabeça o aumento dos prêmios, com um importante crescimento de quase 17 %, e ali praticamente todos os países aumentam seu volume de prêmios, apesar de que o resultado logicamente se ressente pelos sinistros derivados da pandemia. O Brasil, por exemplo, passou a última parte do ano muito bem, o que lhe permitiu acabar com um aumento de prêmios em moeda local superior a 15%; e na Latam Norte, sem incluir a apólice bienal emitida no México por 477 milhões de euros, os prêmios crescem cerca de 9 %, uma porcentagem que no caso da Latam Sul aumenta até 11,5 %.

Na América do Norte, apesar de uma leve queda dos prêmios, consequência do lento processo de reativação comercial, das medidas técnicas impulsionadas, em anos anteriores a fim de melhorar a rentabilidade, e da depreciação da moeda, o lucro cresce para dois dígitos (+16,3 %).

Na área regional da Eurásia, a situação por países é completamente diferente, já que as economias de todos eles também são muito diferentes. Assim, enquanto em Malta, o crescimento dos prêmios é de 17,6 % ou na Alemanha de 3,2 %, na Turquia, no entanto, diminui para 6,5 % (consequência da depreciação da lira —26%— e de uma estrita política de assinatura no negócio de automóveis).

Menção à parte merece o negócio da unidade de Assistência, que volta a registrar lucros, depois de vários anos embarcada em um profundo processo de reorganização. Com um lucro de quase um milhão de euros, a entidade prepara-se para iniciar uma nova etapa mais integrada com as entidades de seguros do Grupo.

A roda de imprensa de apresentação dos resultados de 2021 foi seguida por um numeroso grupo de jornalistas econômicos e do setor de seguros.

O dividendo, nos mesmos níveis de antes da pandemia

Com estes números, o conselho de administração decidiu recuperar o dividendo que o Grupo pagava antes da pandemia, 14,5 centavos de euros por ação (8,5 centavos por ação como dividendo complementar, que se soma aos 6 centavos por ação do dividendo a receber pago no mês de novembro). Deste modo, os acionistas da MAPFRE continuarão sendo um dos que obtém melhor rentabilidade com seu investimento, ao ser uma das retribuições mais altas do mercado espanhol. De fato, em 2021, a rentabilidade sobre a cotação média das ações da MAPFRE foi superior a 7,6 %.

2021 foi também o ano em que se pôs fim ao acordo de bancasseguros mais antigo que tinha a MAPFRE: a aliança com o Bankia. Um acordo que se iniciou em 1998, quando o Bankia era Caja Madrid e ao que foi encerrado ao integrar-se o Bankia ao CaixaBank. Este acordo, que implicava a distribuição de seguros não vida em exclusivo nos escritórios do Bankia e compartilhar uma sociedade conjunta para o negócio de seguros de vida, gerou um lucro extraordinário para a MAPFRE de 167 milhões de euros. Acelerar os processos de transformação, avançar na digitalização e otimizar a estrutura financeira do Grupo são alguns dos aspectos fundamentais a que se dedicará esta indenização.

«A MAPFRE enfrenta 2022 com todos os motores preparados para aproveitar as oportunidades que serão apresentadas porque temos a aspiração e a ambição de, neste 2022, crescer de forma sólida, com eficiência e produtividade», indicou Antonio Huertas, presidente da MAPFRE, durante a apresentação de resultados. 2022 já está em andamento e a MAPFRE está disposta a enfrentar um exercício no qual esperamos que a pandemia, com todas as suas consequências, fique atrás.

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