O setor aeroespacial está em plena evolução, gerando diversas oportunidades. A MAPFRE, por meio da Área de Aviação e Espaço da MAPFRE GLOBAL RISKS, é referência nesse setor. Paola Serrano, diretora dessa área, compartilha mais detalhes neste artigo.

TEXTO CAROLINA CALVENTE E CRISTINA DE LA LASTRA | FOTOS THINKSTOCK

Especialistas do setor concordam que a indústria dos satélites está em plena evolução. Somente nestes primeiros meses do ano, já foram lançados três satélites na Espanha: o PAZ, o primeiro satélite espanhol de observação da empresa hisdesat, o AG1 e o HISPASAT 1F, lançados pela empresa de telecomunicações Hispasat. A MAPFRE participou ativamente de todos esses programas de seguro por meio da Área de Aviação e Espaço da Unidade de Global Risks.

É possível que boa parte da nossa organização não saiba que essa unidade da MAPFRE vem acumulando uma vasta
experiência na área de seguros para a indústria de satélites, sendo referência dentro das 40 empresas do mundo que oferecem esse serviço e inovando constantemente dentro da imensidão de desafios que existem no espaço.

Paola Serrano, diretora de Aviação e Espaço da MAPFRE GLOBAL RISKS, compartilhou conosco que seu setor está testemunhando uma verdadeira revolução da indústria aeroespacial, uma situação que constitui um grande desafio, mas também é uma enorme oportunidade para a nossa empresa.

Segundo Paola Serrano, “a MAPFRE criou a Área de Aviação há muitos anos, em 1990. Aliás, pode-se dizer que essa área nasceu quase ao mesmo tempo que essa atividade chegou à Espanha, pois, desde os primórdios das companhias aéreas comerciais, a nossa empresa tem liderado seus programas de seguro.”

Posteriormente, com o desenvolvimento e a comercialização dos satélites de comunicações na Espanha, a MAPFRE “começou a participar ativamente das apólices de riscos espaciais, começando pelo satélite HISPASAT 1A, em 1990, e incluindo os satélites que vieram em seguida, o HISPASAT 1B e o 1C”, destaca Paola Serrano, e continuou assim até virar a seguradora de referência na Espanha para os seguros desse setor.

Dessa forma, a Área de Aviação e Espaço foi crescendo além das nossas fronteiras e começou a participar de programas de vários satélites internacionais. Isso fez com que “a MAPFRE se posicionasse como uma das principais seguradoras dedicadas a esse tipo de seguro no mundo todo”.

 

 

Para que partes de um satélite o seguro vale

Em um satélite, há dois momentos críticos para os quais existem dois tipos de cobertura: o lançamento e a vida em órbita.

Paola Serrano explica que, “na fase de lançamento, cobre-se o momento de maior risco na operação do satélite. A duração dessa cobertura pode ser de 40 minutos. No entanto, a cobertura de vida em órbita tem duração de 12 meses, sendo renovada anualmente até o fim da vida útil do satélite, que geralmente é de 15 anos para os satélites de telecomunicações.”

O futuro do espaço e a tendência do mercado

Os avanços tecnológicos aumentaram a segurança desse tipo de risco. Porém, o mercado do espaço é caracterizado por ser muito caro e seletivo. A tendência atual das empresas é trabalhar em lançamentos múltiplos de satélites muito menores, o que permitirá uma dinamização do setor.

Nesse contexto, espera-se que, no futuro próximo, haja voos comerciais ao espaço, sejam criadas estações espaciais
privadas e seja possível explorar os recursos naturais dos asteroides. Em geral, espera-se uma grande indústria
multimilionária na qual os chamados “astroempresários” já estão investindo.

Tudo isso, segundo Paola Serrano, “abrirá espaço para um novo negócio, o que, para o setor de seguros em geral e
para a MAPFRE em particular, representa uma oportunidade enorme e um grande desafio, pois exige que nos adaptemos e fiquemos em dia com os últimos avanços, uma área na qual a MAPFRE vem se destacando desde sua criação”.

 

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