TEXTO DONAL RUANE Y VIOLETA MATEO | IMAGENS MAPFRE, ISTOCK

SCIENCE
TECHNOLOGY
ENGINEERING
MATHEMATICS

Começamos com uma má notícia: apenas 3 em cada 10 crianças retratam mulheres quando lhes é pedido para desenhar um cientista. Nas décadas de 60 e 70, quase 5.000 meninos e meninas dos Estados Unidos, diante dessa proposta, desenharam um homem, e menos de um por cento desenhou uma mulher. A boa notícia é que esse percentual aumentou drasticamente nos últimos tempos. 

A pandemia da COVID-19 trouxe a ciência para dentro de nossas casas, em nossas conversas diárias. Nossas televisões, celulares e tablets estão constantemente nos mostrando um fluxo imparável de informações científicas sobre esse vírus. E a corrida para encontrar uma vacina eficaz desperta certo espírito de aventura e velocidade em um campo que, muitas vezes, de forma injusta, consideramos árido. Esse foco renovado na ciência deve se traduzir em uma retomada do interesse pelos cursos e carreiras no ramo das ciências. E, com certeza, se as jovens com vocação científica virem quantas mulheres de prestígio ao redor do mundo estão na vanguarda da luta contra essa crise de saúde, certamente não hesitarão em se juntar a elas. 

Estamos no alvorecer da Quarta Revolução Industrial, cujo escopo e magnitude vão alterar radicalmente nossas vidas em termos que nunca pensamos ser possíveis. As esferas do físico e do digital estão cada vez mais se fundindo entre si e o futuro próximo está cheio de oportunidades brilhantes e desafios muito importantes. Nos prepararmos adequadamente para essa mudança profunda exige um grande esforço para integrar e incluir a todos. Sem as mulheres, estaremos trabalhando com metade dos recursos disponíveis, com metade da energia, com metade da imaginação. E isso significa que obteremos apenas metade do resultado.  

Durante o ensino médio, muitas meninas, ao considerarem qual carreira escolher, não encontram modelos femininos para encorajá-las a seguir uma carreira STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics). Olhamos ao nosso redor na MAPFRE e foi fácil encontrar algumas dessas mulheres que são modelos e referências. Estamos orgulhosos de compartilhar as reflexões delas com você.

Igualdade no trabalho, também em casa?

Quando a redação deste artigo já estava em andamento, fomos surpreendidos pela crise da COVID-19, que obrigou a maioria dos funcionários a ficar em casa para trabalhar à distância. Perguntamos às nossas profissionais STEM como estavam vivendo essa experiência de conciliar trabalho e outras tarefas.

As respostas, dadas as circunstâncias particulares de cada uma das nossas protagonistas, foram logicamente diferentes. O positivo é que este confinamento poderá servir como um exercício de convivência, paciência, tolerância e sacrifício para extrair o melhor de cada um de nós como pais, mães, filhos, companheiros, etc. É uma ótima oportunidade de aprender a compartilhar e que todo mundo faça isso a partir de agora.

SCIENCE
Carmen Calvo

Carmen Grau

Licenciada en Medicina y Cirugía, especialista en Medicina Familiar y Comunitaria. Médico experto en MAPFRE ASISTENCIA

Pense no que você é, no que você pode fazer e até onde você quer chegar, e assim nada te resistirá

CIÊNCIA. A primeira de nossas protagonistas, Carmen Grau, é licenciada em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Alcalá de Henares, especialista em Medicina de Família e Comunidade (MFC) e atualmente trabalha como médica especialista na MAPFRE ASSISTÊNCIA. “Faço parte da equipe de Operações configurando e atualizando políticas, padrões e protocolos, dando suporte a casos médicos complexos, transferências médicas ou benefícios a pessoas, e também apoiando equipes de saúde em todo o mundo”. 

Desde a infância, Carmen já demonstrava muito interesse pelas ciências: “Enquanto alguns dos meus colegas se assustavam com as matérias em que podíamos ver no microscópio como as células funcionam, estudar os diferentes órgãos e suas funções no corpo, aprender para que serviam… Minha curiosidade por tudo isso ia crescendo”, comenta com humor.  Além disso, ela também contou com o apoio da mãe, que foi sua referência e modelo: “Apesar de ter tudo contra ela, ela conseguiu fazer cinco faculdades e realizou seu sonho: ter sua própria agência de publicidade, ser jornalista e escrever para um jornal de Madrid”. Por isso, o conselho que lhe dava: “Pense no que você é, no que você pode fazer e até onde você quer chegar, e assim nada te resistirá”, e Carmen aplicou esse conselho em todos os aspectos de sua vida, tanto pessoal quanto profissional. 

Carmen relembra: “É claro que no passado as mulheres optavam por certas profissões porque na maioria das vezes não tinham a opção de pensar em estudar ou de se formar em outras. Havia estereótipos, por exemplo, nas carreiras de enfermagem e farmácia, as mulheres eram a maioria. Não era comum ver uma juíza ou engenheira aeroespacial, porque quase nenhuma mulher via isso como uma possibilidade. Só vários anos depois é que as coisas começaram a mudar para melhor, também na Medicina. Me lembro com clareza que a maior parte das especialidades da medicina era representada por médicos do sexo masculino.  Com o passar dos anos, isso mudou e agora em quase todas as especialidades, salvo algumas exceções, a maior parte dos médicos são mulheres.” 

Por serem profissões com uma exigente formação contínua, Carmen Grau quer destacar: “A MAPFRE sempre confiou em mim e me deu a oportunidade de me formar nos cursos que precisei, aprimorar idiomas e aprender muitas coisas novas que até chegar aqui eu desconhecia, como o mundo dos seguros. Sempre me dediquei à medicina de emergência e trabalhar aqui me deu a oportunidade de ampliar meus conhecimentos em vários aspectos, tanto no meu trabalho quanto na minha vida”. 

Seu conselho a todos os jovens que têm uma clara vocação científica é que a sigam. “Não há nada mais satisfatório do que fazer e trabalhar com o que você mais gosta. Claro, sempre sabendo que é uma carreira que exige toda a sua dedicação e esforço, e que é fundamental se manter ativo e com uma boa formação ao longo de toda a vida”.

TECHNOLOGY
Carolina Aquiño

Carolina Aquiño

Engenheiro da Computação com Mestrado em Ciência de Dados. Chefe da plataforma de gestão de clientes CRM da MAPFRE PERÚ

…estereótipos que questionam se uma mulher pode ser boa com números. Isso, que às vezes é feito com frases muito sutis e até involuntárias, é captado pelas meninas, que passam a expressar inseguranças em relação às suas capacidades e, anos depois, se traduz em um baixo percentual de candidaturas de mulheres a carreiras como as engenharias

Carolina Aquiño é engenheira da computação com mestrado em Ciência de Dados. Atualmente é chefe da plataforma de gestão com os clientes CRM da MAPFRE PERU. Para realizar o seu trabalho, insiste que a tecnologia é fundamental porque, graças a ela, passamos a ter sistemas de informação integrados que consolidam os dados dos clientes e nos permitem obter uma visão individualizada de cada um.

Desde a infância e adolescência ela relembra o interesse pela ciência em geral e, principalmente, por desvendar “os princípios básicos da programação com uma linguagem chamada Logo e por querer saber como foram criados os videogames com os quais tanto me divertia”.

Quando questionada sobre porque muitas meninas são inclinadas a certas carreiras e não a outras, Carolina acredita que “é uma questão cultural que, tanto no meu país como no resto do mundo, está muito arraigada. A carreira das exatas costuma estar associada a algo extremamente complicado, o que gera insegurança. E também existem os estereótipos que questionam se uma mulher pode ser boa com números. Isso, que às vezes é feito com frases muito sutis e até involuntárias, é captado pelas meninas, que passam a expressar inseguranças em relação às suas capacidades e, anos depois, se traduz em um baixo percentual de candidaturas de mulheres a carreiras como as engenharias. Acredito que a maioria prefere não ir contra a corrente e evitar a dificuldade de ter que demonstrar suas competências nesta área.” No entanto, ela não teve esse problema, já que sua família foi fundamental para reforçar sua autoestima, “por isso nunca hesitei em escolher o curso de engenharia e me comprometer em concluí-lo. O melhor conselho que me deram é sempre me esforçar para conseguir o que quero e confiar nas minhas habilidades.”

É o mesmo conselho que ela dá às jovens: não tenham medo de ser a exceção a uma regra infundada que ainda existe na sociedade. “As mulheres têm as mesmas capacidades que os homens em todas as áreas. Não vamos subestimar nossa inteligência. Além disso, hoje existe uma demanda crescente por perfis que dominem tecnologia e dados, e se não tivermos mulheres que se atrevam a apostar nessas carreiras, em um futuro próximo seremos relegadas a nível laboral”.

Sobre o apoio que a MAPFRE lhe deu, além de permitir o desenvolvimento de suas iniciativas, Carolina quer destacar: “A criação da Rede de Liderança Feminina, que promove nosso desenvolvimento pessoal e profissional por meio dos programas de treinamento e coaching que temos recebido. Nesse sentido, acredito que todas nós que fazemos parte dessa rede e seguimos uma carreira STEM, podemos contribuir para estimular o interesse por essas profissões entre meninas e adolescentes por meio de palestras e workshops estruturados. Assim, nossa experiência serve de guia para as meninas que ainda têm dúvidas”.

TECHNOLOGY
Elena Manrique

Elena Manrique

PFC Computer Engineer no European Center for Nuclear Research (CERN) Responsável pelo desenvolvimento e manutenção do TronWeb e Guidewire, na MAPFRE INSURANCE

Uma vez que você chega lá, você aposta no talento independente do gênero. Acredito que as empresas são mais eficientes se contarem com uma diversidade de gênero

Elena Manrique é engenheira de computação pela Universidade Politécnica de Madrid. Fez o seu projeto de conclusão de curso no CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear) em Genebra (Suíça), onde começou a desenvolver sua profissão. Já se passaram 27 anos desde que ingressou na MAPFRE SOFT, o que lhe permitiu viajar por todas as empresas da MAPFRE. Atualmente é responsável pelo desenvolvimento e manutenção do TronWeb e Guidewire, na MAPFRE INSURANCE.

“Desde pequena sempre me interessei mais pelas ciências do que pelas letras, preferia encontrar a solução raciocinando e não memorizando. As atividades que me permitiam desenvolver aspectos práticos, experiências e a criatividade me atraiam mais. Além disso, tive a sorte de contar com o apoio da minha família para desenvolver uma carreira na área de tecnologia.” Por isso, ela não foi influenciada por certos estereótipos que ela reconhece que existiam: “antes, para escolher os estudos universitários, quase não havia informação, por isso a família e os professores da escola tinham bastante influência. E, até certo ponto, por vocação e motivação pessoal, as meninas optavam mais por carreiras nas ciências experimentais, sociais, jurídicas e da saúde com o intuito de ajudar os outros e os meninos optavam mais pelos estudos técnicos. Acho que agora temos as mesmas oportunidades.”

Elena também destaca a influência de sua mãe, que sempre a apoiou: “Ela me dizia para tomar minhas próprias decisões e trabalhar para que eu não tivesse que depender de ninguém. Apesar de ter cursado uma universidade, ela só trabalhou até se casar e ter seu primeiro filho, depois ela passou a se dedicar à família, pois, naquela época, a menos que fosse essencial por questões financeiras, não era bem visto que a mulher saísse de casa para trabalhar.”

Ela acredita que, para melhorar a presença das mulheres nos setores da informática e programação, “é importante começar pela educação, tanto na escola quanto na própria família”. Mas ela quer destacar o lado positivo: “Uma vez que você chega lá, você aposta no talento independente do gênero. Acredito que as empresas são mais eficientes se contarem com uma diversidade de gênero.”

Para incentivar todos os jovens que têm inclinações pelos estudos científicos, ela insiste que estejam sempre em busca de novos processos e atividades, pois o mundo está em constante mudança. “Dizem que os países que não geram tecnologia e ciência estão destinados a viver na pobreza. Nas áreas tecnológicas e científicas sempre haverá trabalho e você estará sempre em um processo contínuo de aprendizagem. Não é um trabalho monótono.”

Com relação ao seu desenvolvimento, Elena está muito satisfeita: “A MAPFRE me deu a oportunidade de aprender diferentes perspectivas de negócios e culturas. Pude viajar pela América Latina, Portugal, Malta e Turquia e agora estou em Boston. Cada país tem seu próprio estilo de negócios e quando viajávamos para um novo país, eu sempre aprendia coisas novas. Continuar adquirindo conhecimentos, promovendo a comunicação e a formação, enriquece as pessoas e melhora a atitude e a motivação.”

ENGINEERING
Helga Tomagnini

Helga Tomagnini

Engenharia civil com especialização em seguros, gestão de riscos e controles internos. Superintendente de Estratégia Empresarial e Engenharia de Riscos na Administração de Empresas da MAPFRE BRASIL

Na Engenharia Civil ainda existe uma certa preferência pelos homens. Cursei meus estudos universitários de 1992 a 1997 e éramos em três mulheres na sala e quase 50 homens

Helga Tomagnini é superintendente de Estratégias de Negócios e Engenharia de Riscos na Direção de Empresas da MAPFRE BRASIL. Ela cursou engenharia civil com especialização em Seguros, Gestão de Riscos e Controles Internos e possui diversos cursos de pós-graduação.

Embora tenha entrado nesta carreira um pouco por acaso: ela não conseguiu passar na primeira opção no vestibular, mas havia vaga para engenharia civil então decidiu tentar, acabou gostando e não quis mais abandonar os estudos. Para conseguir terminar a graduação ela tinha que trabalhar durante o dia e estudar à noite, o que resultou em seis anos de estudo universitário, um pouco mais do que o normal no Brasil. E ela sempre gostou disso: “Meu interesse pela ciência vem desde criança. Eu adorava descobrir como as coisas funcionavam e do que eram feitas.”

Ela acredita que, às vezes, as carreiras são escolhidas não só porque preferimos uma ou outra, mas por influência de amigos ou familiares. Por isso, nos conta que o melhor conselho veio de seu pai, que dizia que não importava a carreira que escolhesse desde que ela desse o seu melhor na profissão a qual decidisse se dedicar.

A sua experiência pessoal permite-lhe constatar que foram feitos muitos avanços no que diz respeito aos estereótipos que às vezes as meninas jovens sofrem: “Na Engenharia Civil ainda existe uma certa preferência pelos homens. Cursei meus estudos universitários de 1992 a 1997 e éramos em três mulheres na sala e quase 50 homens. No entanto, essa proporção está muito mais equilibrada atualmente e o mercado de trabalho já sabe que gênero não faz diferença no profissionalismo.”

Lhes dou o mesmo conselho de meu pai: escolha a carreira com a qual se identifica mais e dê o melhor de si. E eu acrescentaria: estar sempre atualizada, aberta ao mundo digital em que vivemos, ser humilde para aprender sempre e ser generosa para compartilhar conhecimentos e experiências.

Para a Helga, nunca faltou oportunidades de desenvolvimento na MAPFRE: “Toda a formação recebida, as oportunidades de mobilidade interna e até os desafios do dia a dia significam que estamos em constante melhoria”.

ENGINEERING
Shurooq Al-Kurdi

Shurooq Al-Kurdi

Engenheiro de programação. Ela trabalha no departamento de TI da MAPFRE ASISTENCIA na Jordânia.

A sociedade agora olha para as mulheres de forma diferente, especialmente porque as pioneiras mostraram que podem ingressar e prosperar em certas carreiras nas quais não eram capazes de ingressar antigamente

Shurooq Al-Kurdi é engenheira de programação e trabalha no departamento de TI da MAPFRE ASSISTÊNCIA na Jordânia. Desde a infância, ela se sentia atraída pela tecnologia, devido a “solução de problemas. Resolver problemas é um desafio que sempre adorei, seja um quebra-cabeças em casa ou programar na universidade ou ao longo da minha carreira profissional aqui na MAPFRE, onde posso desenvolver minha profissão exercendo a minha paixão.”

Ela concorda com outras de nossas protagonistas quando explica: “As mulheres sempre foram vistas desempenhando certos papéis e tiveram a influência da sociedade e da família para escolher certas carreiras. Desde cedo, as meninas aprendem que seu limite está nos estudos tradicionais. Mas, é claro, tudo mudou. A sociedade agora olha para as mulheres de forma diferente, especialmente porque as pioneiras mostraram que podem ingressar e prosperar em certas carreiras nas quais não eram capazes de ingressar antigamente.”

Ao longo de sua carreira, Shurooq sempre recebeu bons conselhos, mas ela destacaria o seguinte: “As coisas boas não vêm facilmente, tente sempre ter sucesso e não se preocupe com os erros, sempre chegará a hora em que você alcançará seu objetivo e todo o seu esforço terá valido a pena.”

Ela acredita que é importante para as jovens que desejam seguir uma carreira técnica “ter modelos a seguir e, além disso, essas modelos podem inspirar as jovens a ver que nada é impossível na vida. Quanto mais de nós, melhor! E também lhes diria que é importante correr atrás dos seus sonhos, não desistir e não acreditar em ninguém que te diga o contrário.”

Ela não acredita que todos os estereótipos de gênero tenham desaparecido em sua profissão, embora considere que já não é o mesmo de antes.

Shurooq agradece muito aos seus superiores na MAPFRE pelo “apoio e orientação para se promover nesta empresa e avançar na minha carreira desde agente de Call Center até ser responsável pelo programa Phoenix no departamento de TI. Eu realmente acredito que a MAPFRE oferece um ambiente de apoio e motivação para promover o talento, especialmente para as mulheres, e nos motiva a crescer nesta organização.”

MATHEMATICS
Sezen Aksoy

Sezen Aksoy

Experta en estadística y matemáticas. Trabaja en el área actuarial de MAPFRE SIGORTA, Turquíaa

Alguns homens, especialmente os mais velhos, têm preconceitos e ideias pré-concebidas sobre as mulheres, e as mulheres são forçadas a trabalhar em condições difíceis

Nossa especialista em estatística e matemática é Sezen Aksoy, que trabalha na área atuarial da MAPFRE SIGORTA, na Turquia. Sezen confessa que, embora tenha estudado estatística na universidade, “não foi uma escolha muito consciente. Eu achava divertido só porque gostava de brincar com os números e, felizmente, tudo acabou como eu esperava.”

Sezen acredita que a situação das mulheres em certas carreiras está mudando nos últimos anos:“Se olharmos para o passado, as mulheres ficavam em segundo plano e não tinham a oportunidade de seguir as profissões que lhes interessavam. Mas a minha opinião é que, com o passar dos anos e graças à autoestima e aos êxitos alcançados, as mulheres mostraram que podem fazer de tudo. Estamos passando por mudanças muito importantes e com o tempo haverá cada vez mais mulheres nesses cargos e postos de trabalho”.

Do seu ponto de vista, “é importante, em primeiro lugar: mostrar-se sempre forte, mesmo que não nos sintamos assim, ter paciência e nunca desistir. E segundo: tente fazer algo que te diferencie dos demais, por menor que seja a diferença. Acredito que cada pessoa deve ter uma característica distinta e fazer as coisas de forma diferente.”

Embora afirme que o papel da mulher no mercado de trabalho e a fé e a confiança nelas sejam cada vez maiores, “na minha opinião, ainda não estamos em pé de igualdade com os homens. Portanto, acredito que ainda não existam mulheres suficientes com uma carreira profissional de sucesso, e muitas vezes elas estão apoiando os homens. Aos poucos, as mulheres começam a se tornar independentes dos homens e, com o tempo, perceberão seu valor, começarão a se destacar e o modelo de mulher bem-sucedida se difundirá.”

Para Sezen, existem estereótipos na Turquia que ainda seguem vigentes. “Alguns homens, especialmente os mais velhos, têm preconceitos e ideias pré-concebidas sobre as mulheres, e as mulheres são forçadas a trabalhar em condições difíceis”.

O conselho que ela dá a todas as jovens em geral é que confiem em si mesmas e não desistam do caminho que escolheram. “Na minha opinião, os traços mais importantes de uma pessoa são a autoestima, a naturalidade, a singularidade e a tenacidade.”

Ela considera que a MAPFRE está usando critérios corretos e justos para recrutar talentos e sugere que, uma vez dentro da empresa, também é dedicada muita energia para que o trabalhador recrutado se sinta especial e feliz.

Dia Internacional da Mulher

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março, a MAPFRE dedicou uma semana inteira a reconhecer as mulheres de uma forma diferente: dando voz a quem trabalha na MAPFRE e, especificamente, àquelas que fazem parte do STEM.

Para isso, a entidade dedicou cada um dos dias da semana a cinco colegas que nos contaram sua experiência: Luisa Capdevila (Ciência), Mercedes Domínguez (Tecnologia), Mireia Rojo (Engenharia), Nadia Arroyo (Artes) e Penélope Garzón (Matemática), fechando a semana com uma conversa na qual as cinco refletiram sobre o que as levou a escolher uma carreira STEM, que modelos tiveram ou que conselho dariam às meninas para escolher uma dessas profissões.

Pela igualdade de gênero

Na MAPFRE, há muitos anos trabalhamos pela igualdade de oportunidades entre mulheres e homens porque, na MAPFRE, igualdade de gênero significa igualdade de direitos, responsabilidades e oportunidades para mulheres e homens. Para isso, nossa empresa estabelece planos de ação que promovem a igualdade efetiva de ambos os sexos, garantindo seu desenvolvimento profissional em igualdade de oportunidades, conforme indicado em nossa Política de Diversidade e Igualdade de Oportunidades.

Recentemente, a MAPFRE aderiu

  • Aos Princípios da ONU Mulheres, um novo marco em nosso sólido compromisso com a igualdade e um reflexo do espírito da MAPFRE como empresa diversa e inclusiva, conforme explica Antonio Huertas: “A adesão aos Princípios da ONU Mulheres nos ajudará a maximizar todo o talento feminino que valorizamos e a continuar a promover iniciativas para o avanço das mulheres na empresa e a eliminação das brechas de gênero”. A ONU Mulheres é a organização das Nações Unidas dedicada a promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.
  • E à iniciativa Target Gender Equality, do Pacto Global das Nações Unidas, que é a iniciativa mais alta a nível internacional em matéria de igualdade em que podemos estar representados.

Ao aderir a esta iniciativa, que faz parte da nossa Estratégia de Diversidade 2019-2021, a MAPFRE poderá fortalecer sua contribuição ao quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (Igualdade de Gênero), que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

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